19 de setembro de 2009

Drunkorexia, Ortorexia e TCC


Novos distúrbios alimentares vem aparecendo por aí. Vamos conhecer os que vem chamando mais atenção?

Drunkorexia ou Anorexia Alcoólica.

Distúrbio muito comum entre jovens e adultos entre 20 e 40 anos que ingerem bebidas alcoólicas ao invés de se alimentar. A drunkorexia (termo criado nos EUA para designar o alcoolismo associado a distúrbios alimentares), além das causas estéticas, é impulsionada por angústias, problemas pessoais, profissionais e cobranças. Se mostrou muito comum entre celebridades, dentre elas Kirsten Dunst, Eva Mendes e Lindsay Lohan que se internaram para tratar desse mal. As pessoas que sofrem desse mal utilizam do álcool para anestesiar frustrações e emoções ruins e para reduzir o apetite. A próxima novela da Globo, “Viver a Vida”, contará com uma personagem interpretada por Bárbara Paz que será “drunkoréxica”. Será uma forma de informar à população dessa doença que vem se mostrando muito comum nos últimos tempos.

Ortorexia

É um distúrbio alimentar em que a pessoa tem fixação por uma alimentação saudável, ou seja, sem químicas, agrotóxicos ou aditivos. Ortoréxicos têm obsessão pela escolha e preparo dos alimentos e tenta impor seus hábitos para quem está ao redor. Esses hábitos podem causar anemia, avitaminose e o isolamento social como problema emocional. Pode sinalizar o início de anorexia.

Transtorno do Comer Compulsivo.

Ainda é muito discutido, pois os portadores têm alimentação voraz e excessiva, mas não apresentam comportamentos purgativos e se sentem apenas desconfortáveis com o excesso de peso. Após comerem muito, o sentimento de culpa, ansiedade, vergonha e raiva do ato de comer vem à tona. A doença está frequentemente ligada à uma situação onde o doente não tem controle de suas emoções.


Obesidade





A Obesidade também é um transtorno alimentar, inclusive o mais frequente entre a população jovem do Brasil. Quase 30% dos adolescentes apresentam excesso de peso. A Doença é caracterizada pelo aumento da reserva natural de gordura até o ponto em que passa a estar associada a problemas de saúde ou do aumento da taxa de mortalidade. O excesso de gordura pode levar a um impacto muito sério na saúde, predispondo o organismo a doenças como problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2 (há um aumento muito grande desse tipo de diabetes em jovens), apnéia do sono e artrose. A OMS caracteriza a obesidade como uma epidemia e um dos dez problemas de saúde pública do mundo. Geralmente, o excesso de gordura é consequência de problemas emocionais e psicológicos (pode também ser resultado de problemas hormonais, que devem ser tratados com acompanhamento médico), onde o jovem desconta todo seu sofrimento na comida. Por ser vítima de preconceito e bullying, a pessoa se sente ainda mais infeliz, acaba se escondendo dentro de casa, não tendo vida social e comendo ainda mais. A solução é simples, porém muito difícil para quem está acostumado com uma rotina completamente diferente. A implementação de uma dieta de baixa caloria, com alimentos saudáveis e a prática de exercícios diários pode ser muito complicada, por isso, a vontade de emagrecer deve partir do obeso, não de quem está ao redor, pois quem irá sofrer com as drásticas mudanças será ele. Deve ser levado em conta que tratar a obesidade não é apenas para se adequar aos padrões estéticos, mas sim para se livrar dos graves problemas gerados por ela. Para quem precisa de apoio para sair desse grupo existem grupos motivacionais como o Vigilantes do Peso, ou blogs com história de sucesso, como www.eliminandopeso.com.br. Apoio psicológico, ou até mesmo familiar também são muito importantes para alcançar seu objetivo. Histórias de quem superou a doença não faltam!



15 de setembro de 2009

Será que optar pela cirurgia plástica é o melhor caminho?


Que a adolescência é marcada por diversas transformações corporais, comportamentais e hormonais nós já sabemos. Sabemos também que é nessa fase que se apresentam os primeiros sinais de insatisfações e dúvidas, principalmente com o corpo e, mais ainda , numa sociedade onde existe uma busca desenfreada pela perfeição. É essa insatisfação que faz garotas de todo o mundo procurarem em cirurgias plásticas, em exercícios físicos em excesso, em spas e em dietas malucas a solução para seus "problemas". Depois de ler isso, você obviamente pensa: "O adolescente em questão faz as cirurgias, emagrece o quanto quer e obtém a sua satisfação". Seria isso, certo?
Mas... adivinha? Sim, você pensou errado! Especialistas afirmam que isso tem muito mais a ver com o psicológico do que com o corpo em si. O que acontece é que nessa fase da vida a personalidade do indivíduo ainda está em formação e por isso, ele não tem segurança total sobre o que está certo ou o que está errado em seu corpo. Por exemplo, uma adolescente que tem problemas de auto-imagem dificilmente ficará satisfeita com os resultados obtidos, porque lembre-se: é tudo uma questão psicólogica.
A solução? Devemos ter a consciência dos nossos atos e temos que saber também que tudo, de algum jeito, pode ser resolvido. Devemos orientar os adolescentes que se sentirem mal com sua aparência a fazerem dietas apropriadas e exercícios físicos regularmente. Para aqueles que querem ir mais longe, e decidem aderir a cirurgia plástica, vai um conselho: A plástica deve ser feita no momento em que há plena compreensão dos riscos e maturidade de personalidade para encarar as fases do procedimento. Não é algo simples, por isso tem de ser encarado com muita responsabilidade.
Então... espere sua maioridade, pense bem sobre o assunto e decida-se. Temos que ter certeza do que fazemos, para então ficarmos felizes com nós mesmos. E vale bastante lembrar: nossa beleza é essencial, mas é o nosso conteúdo que nos leva adiante.

Por Victoria Delvecchio


11 de setembro de 2009

Quem já passou por isso? Depoimentos de pessoas com distúrbios alimentares.

Queria disponibilizar depoimentos de pessoas que sofreram com bulimia e com a anorexia. Existem muitos sites na internet, como o www.mentalhelp.com, que oferecem apoio e um espaço para que as pessoas que sofrem com essas doenças possam se motivar e conhecer casos de pessoas que passam pelo que elas passam.



Dominique Puzzi, modelo e cantora.

“Minha mãe (a atriz Nicole Puzzi) estava com síndrome do pânico e depressão profunda. Com 14 anos, eu cuidava dela. Estressada com a situação, resolvi ir a um spa para descansar, mas perdi três quilos. Recebi elogios, que soaram como um troféu. Pensei: ‘Nossa, vou emagrecer mais um pouquinho’. Bom, fui anoréxica durante um ano, cheguei a 48 quilos com 1,76 metro de altura. Comia no máximo 300 calorias por dia: uma colher de arroz integral, uma de milho refogado e bebia uma mistura de chás diurético, laxativo e digestivo. O correto era tomar três xícaras por dia, mas eu ingeria mais de 2 litros. Amigos falavam para eu largar essa paranóia, mas não me via magra. Comprava roupas com manequins cada vez menores para estabelecer metas. Enquanto no Rio minhas amigas estavam na praia, eu passava gel redutor, vestia uma malha molhada para dar choque térmico e me cobria com mais três edredons. Ficava no apartamento passando mal para emagrecer. Não fazia ginástica com medo de criar músculo e ganhar peso. Dormia 20 horas por dia, não tinha força para caminhar e meu cabelo caía. Às vezes, não tomava aspirina preocupada com a quantidade de caloria. Peguei uma broncopneumonia e achei legal, porque com 40ºC de febre iria emagrecer! Até na hora de escovar os dentes pensava: ‘A pasta de dente é doce, tem caloria. Vou usar só um pouco’. Minha mãe fazia terapias e não percebeu que eu estava anoréxica. Tive gastrite e vomitava espontaneamente quando comia. Os chás provocaram uma úlcera. Fui medicada e curada. Só que passei a ter vontade de comer. Como ainda me preocupava em emagrecer, comia e provocava vômitos. Com 16 anos, virei bulímica e convivi com a doença por cinco meses. Fingia que fazia depilação na perna e me trancava no banheiro para colocar a comida para fora. Só que muitas vezes não conseguia provocar o vômito. Ficava nervosa, agressiva, depressiva, comia chorando de raiva. Meu psiquiatra tornou-se amigo da família, almoçava comigo e não deixava eu correr para o banheiro depois das refeições. Minha mãe passou a me acompanhar em almoços e jantares. Nessa época coloquei na cabeça que queria ficar igual à Carla Perez, com pernão e bundão, e passei a comer. Feliz, freqüentava pagodes com a minha mãe, dava jantares para amigos e saía com eles. Estou com 60 quilos, mas até hoje não me considero livre da doença. Tenho medo porque, se resolver encarar um regime, sei que não vou me permitir emagrecer só um quilo por mês.”

Preferiu não se Identificar-Depoimento de outubro de 2008.

“Sempre fui um pouco acima do peso, nada muito exagerado, mas quando completei 15 anos, os quilinhos que sobravam começaram a me incomodar. Eu queria ser perfeita, ser magra para mim era sinônimo de ser popular e sem perceber comecei a ter sintomas de bulimia.
No início as crises aconteciam esporadicamente, nunca achei que aquela situação poderia me causar algum mal, pois sempre depois do vômito, tomava antiácido e a sensação de mal estar passava.
Até os 19 anos levei uma vida normal e soube conviver muito bem com a bulimia, mas as minhas neuras cresceram e a busca do corpo perfeito aumentou. As crises passaram a ser mais freqüentes e quando dei por mim, todos os dias eu comia exageradamente e vomitava. Nessa época já fazia faculdade e trabalhava, não tinha tempo de freqüentar uma academia e nem de ter uma alimentação mais saudável, por isso eu encontrava nessa compulsão alimentar as soluções dos meus problemas. Ninguém da minha família sabia das minhas dificuldades, apenas algumas amigas conheciam de fato o que eu sofria e sempre me orientavam a procurar ajuda médica. O quadro piorou ainda mais quando, além da bulimia, comecei a ter depressão. Foi quando não agüentei e procurei um psiquiatra. Imediatamente ele comunicou a minha mãe, que achou toda aquela situação absurda. Ela achou que eu estava desocupada e apenas precisava de algumas atividades para preencher o meu tempo. Ficou brava comigo e disse que comer e vomitar era desperdício de comida, que se fosse para fazer isso era melhor eu não comer nada. Ela me proibiu de tomar os remédios que o médico tinha receitado. Nessa fase a situação chegou num ponto extremo, sofria desesperadamente, pois não podia contar com a ajuda da minha mãe e nem com os antidepressivos. Vivi os piores dias da minha vida e decidi mais uma vez procurar apoio médico, comecei a me tratar, mesmo sem a autorização dos meus pais. Quando achei que já estava tratada e bem melhor, comecei a tossir, tossir, sem parar. Mais uma vez busquei ajuda e descobri que de tanto provocar o vômito desenvolvi refluxo e que o ácido gástrico produzido pelo meu estômago estava migrando diretamente para os meus pulmões. De tanto tossir, acabei trincando as costelas. Fiquei inúmeras vezes internada e quase morri, pois por conta disso comecei a sentir muita falta de ar e não conseguia respirar. Muitas meninas acreditam que a bulimia não mata, mas segundo os médicos, o que eu sofri foi uma das conseqüências mais simples que a bulimia provoca. Ficar vomitando todos os dias pode provocar até câncer na laringe e na faringe. Hoje tenho 21 anos e apesar dos quilinhos que ainda sobram, procuro levar uma vida normal. Quando lembro das crises de tosse, desisto de vomitar!”

Carlos Alberto Peixoto é pai de uma jovem que faleceu de anorexia nervosa em 1999.

“Paula se alimentava de cenoura, pepino, melancia e maçã, na qual colocava adoçante artificial. Achava-se gorda e, depois de oito meses nesse regime por conta própria, foi encontrada morta pela minha esposa, enquanto dormia na cama, em 1999. Ela tinha perdido 24 quilos e sofreu uma parada cardíaca em decorrência de uma hipoglicemia (carência de açúcar no sangue). Minha filha morreu de anorexia. Paula tinha dificuldade de relacionamento. Ficava no computador até as 3h da madrugada. Namorava só pela internet. A minha profissão exigiu que eu mudasse de cidade regularmente e acho que isso influenciou para que ela fosse introvertida. Também tinha vergonha do tamanho dos pés (calçava 40), da própria silhueta. Em 1998, ela fez uma cirurgia de redução de mamas. Ficou mais alegre e perdeu um pouco do preconceito. Só que aí iniciou-se num processo de querer emagrecer para ser modelo ou para ser notada pelos rapazes. Vinte dias antes de falecer, lembro da Paula na frente do espelho apertando a pele da cintura e dizendo: ‘Ó, isso aqui ainda tenho de perder’. Três meses antes desse episódio, descobri que ela vomitava o pouco de comida que ingeria. Levei-a a um psiquiatra e ela fez tratamento durante cinco meses. Soube que se tratava de uma doença grave, mas não imaginava que podia causar a morte. A auto-estima de Paula melhorou. Mesmo assim, às vezes ela resistia em tomar os medicamentos. Fato que levou o psiquiatra a propor uma internação. Fui contra e acho que errei. Resolvi acreditar na Paula, que dizia que se propunha a fazer tudo para melhorar caso não fosse internada. Mas não foi o que aconteceu. Minha filha tomava um copo de água e corria para se pesar numa balança que eu tinha em casa. Minha filha era uma jovem bonita. Tinha 1,77 metro de altura, estava no primeiro ano da faculdade de Direito e se foi 15 dias depois de atingir a maioridade.”

Hoje, Carlos Alberto mantém sites (www.aanorexianervosa.blogspot.com; www.aanorexia.net; www.anorexianervosa.blog.terra.com.br) em que informa sobre os distúrbios alimentares e divide sua história com as pessoas.

Por Thaís Araújo

Distúrbios Alimentares em famosas.

A Bulimia e Anorexia são doenças muito comuns entre pessoas famosas. Por estarem sempre nos holofetes, existe uma cobrança imensa para que tenham o corpo perfeito. Por isso, muitas acabam seguindo por esse caminho nada saudável e correto. Vamos conhecer alguns casos?


Alessandra Begliomini, mais conhecida como Leka, participante do “Big Brother Brasil 1” revelou em rede nacional que sofrera de bulimia seis anos antes. Com a pressão de estar dentro da casa, teve uma recaída e levou a doença, até então desconhecida pela maioria dos brasileiros, às manchetes dos jornais. Depois de tratamentos psicológicos, se diz curada da doença.

Lady Diana convivia com a bulimia desde o casamento com o príncipe Charles em 1981. A doença se estendeu por 10 anos e foi descoberta pelo público no lançamento de sua biografia em 1992. Em 97, ano em que faleceu, ela estava curada.

Ana Carolina Reston Macan foi uma modelo brasileira que ficou conhecida por morrer devido a complicações decorrentes da anorexia. Com 1,70 metros, a modelo faleceu com 40 kg. Seu IMC era de 13,5 quando o normal indicado pela OMS é 18,5.

A atriz Débora Evelyn sofreu de anorexia por três anos e chegou a pesar 36 quilos. Ao procurar ajuda psicológica e se concentrar nos estudos, conseguiu superar a doença.

A bicampeã brasileira de surfe Andréa Lopes deixava de comer para treinar e se orgulhava de suas formas infantis. Ela pesava 39 quilos. Hoje tem 19 quilos a mais.

A herdeira da grife Versace, Allegra Versace sempre foi considerada anoréxica pela mídia. Em 2007, a família se manifestou dizendo que a jovem tinha a doença e que estava passando por tratamento. Desde então, seu peso flutua.

Por Thaís Araújo

10 de setembro de 2009

Bullying Escolar

Forma de abuso psicológico, físico e social.
Enfim, o fato é que sempre comentamos sobre esse assunto. Opiniões variam, e a frase mais comum de se ouvir é “Foi só uma brincadeira, não era pra levar a sério”. Deveríamos saber o significado da expressão e suas conseqüências antes dos estragos serem feitos.
Nas escolas, nas ruas, o mais fácil de se encontrar são aquelas pessoas fechadas com a maior dificuldade de se socializar. E bem de pertinho, o “rotulador” da turma.
De manhã logo que entra na sala de aula já escuta as risadas por toda parte, e tentando disfarçar as atenções finge que não é com você. Tentativa errada, droga, parece que quanto mais percebem o seu nervosismo mais se sentem felizes... e as gargalhadas aumentam. Os problemas começam a aparecer: depressão, estresse, perda de auto-estima. Em casa, seus familiares já começaram a perceber que falta alguma coisa em você, te impedindo de ser como era antes. E agora? Pra que lado correr se nem o professor que está presente leva a sério o que você fala? “É da idade, isso vai passar”. Errado. Não era para ser normal esse tipo de bombardeamento entre jovens alunos, e o pior de tudo é que as marcas dessas brincadeirinhas ficam, machucam e demoram para serem recuperadas podendo até mesmo deixar sequelas.
E então, depois de anos, será que o brincalhão da turma chegou a algum lugar de tal importância do que o gordinho, tímido, ou Nerd da sala? Pense duas vezes antes de adotar alguém para ser vítima de suas brincadeiras. E se você é uma vítima e se identifica com essa situação: bola pra frente, não sofra!

Por Larissa Martins

Cigarro e Alcoolismo


De quem é a culpa...? Cabe aos pais preparar o filho para a vida em sociedade. Mas será que as escolas desses adolescentes, como a do uso de drogas, refletem a educação que receberam? Vários fatores levam uma pessoa a usar drogas – a personalidade, os amigos e até facilidade de conseguí-las. A consequência disso é o vício.
O mais comum entre os usuários de drogas é recusar sua dependência. Os que o fazem, tendem a recusar o tratamento, pois acham que podem se recuperar sozinhos. O vicio não escolhe classe social, raça ou religião. A maioria dos viciados vem de famílias cujos pais não usam – nem usaram – drogas.

Cigarro - Nove em cada dez adultos que fumam iniciaram o vício bem antes dos 18 anos. Em matéria de tabagismo, os brasileirinhos estão entre os mais precoces: eles dão as primeiras baforadas aos 13 anos, em média. Não à toa, os especialistas apostam que a melhor maneira de diminuir o contingente de fumantes no país e, conseqüentemente, as encrencas relacionadas ao tabaco é conscientizar a garotada de que ficar aspirando fumaça não está com nada. Afinal, o tabagismo é responsável por 30% das mortes por câncer em geral, 90% das que ocorrem por tumores de pulmão e 25% das provocadas por infarto e derrame.

Alcoolismo - A maioria dos adolescentes acaba experimentando a bebida alcoólica, apenas para aparecer para seus amigos, ou para não ser o careta da turma. Eles bebem em festas, em baladas, em lugares públicos, nas casas dos amigos, e muitos outros lugares. Ao mesmo tempo em que a lei brasileira define como proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, é prática comum o consumo de álcool pelos jovens – seja no ambiente domiciliar, useja em festividades, ou mesmo em ambientes públicos.


Para o tratamento não existe uma receita certa: Cada caso tem sua complexidade, e o correto é, antes de mais nada, informar-se e buscar ajuda profissional. Alguns casos se resolvem apenas com terapias, mas para os mais graves se opta pela internação.
Sejamos sábios e sigamos sempre pela opção mais inteligente: melhor prevenir do que remediar! ...ou você pode afundar.


Por Pedro Henrique

O novo vício dos jovens!


Há quem diga que a internet está se tornando um vício, principalmente para os adolescentes. É fato que esta faixa é a que mais consome internet atualmente. É claro que não podemos generalizar e afirmar que todos os jovens desta faixa etária são vidrados em internet, mas se você perguntar para alguma criança, independentemente da sua idade, o que é um site, causará espanto se ela não tiver na ponta da língua uma resposta.
É inegável que hoje somos a cada dia mais máquinas e menos humanos, pois muitas vezes preferimos mandar um scrap para um amigo, o felicitando pelo seu aniversário, ao invés de irmos até sua casa e desejando-lhe os parabéns.
Com a internet existem os pontos positivos e negativos, os positivos é que com esse avanço tecnológico que todo mundo adora, você tem a chance de conversar com pessoas do outro lado do mundo ou com pessoas que você não via há muito tempo. No entanto existe também muitos pontos negativos, como os jovens que passam mais tempo na frente do computador em vez de sair e estudar ou até mesmo ler um livro, estão tendo mais amizades virtuais que reais,se tornando mais tímidos e não conseguindo se comunicar com pessoas pessoalmente, fora muitos casos de seqüestros e estupros que ocorrem pela pessoa nem ao menos conhecer direito a outra e se encontrar com ela!
Como os jovens estão trocando as conversas pessoais por chats, redes de relacionamento, jogos online e a própria internet, há um vão no desenvolvimento deste fator relacional, o que reflete em adolescentes mais tímidos, com poucos amigos reais, mais consumistas, entre outros. Entretanto, há certo receio em afirmar que isso é um vício, ficar conectado muito tempo no computador. A maioria das pessoas não sabem se são viciadas ou não nesse mundo virtual. Para você que sente curiosidade em saber se é dependente de internet ou não aí vai um teste:
http://www.dependenciadeinternet.com.br/article/archive/7/

Quem sabe você descobre que é dependente e tente evitar isso o mais rápido possível, porque afinal é muito melhor viver o mundo real do que um mundo que simplesmente não existe!


Por Juliana Meles

9 de setembro de 2009

Bulimia e Anorexia- sinônimos de felicidade?

Um dos maiores problemas modernos enfrentados atualmente são os distúrbios alimentares, principalmente entre o grupo mais influenciável e preocupado com a opinião de quem está ao redor, nós, adolescentes. A sociedade em que vivemos é um dos mais importantes fatores para que o número de jovens com essas doenças venha crescendo. Cada propaganda, outdoor ou capa de revista estimula uma imagem de que ser rico, lindo e magro é um sinônimo de felicidade e de que estando dentro desse modelo seremos aceitos por todos.

Os distúrbios alimentares estão ligados a alterações emocionais e de comportamento. Com o bombardeio de padrões estéticos a serem seguidos, acreditamos que precisamos alcançar essa meta a qualquer custo. Dietas malucas, jornadas exautivas de exercícios, contagem de calorias, jejuns eternos são alguns dos métodos nada ortodoxos utilizados para a perda rápida de peso. Se isso não ocorre, internamente começamos a enlouquecer e a acreditar que devemos levar mais ao extremo. É nesse ponto que o primeiro sinal das doenças geralmente aparece: a dismorfia, ou alteração na percepção corporal. As adolescentes (esse mal é muito mais comum entre as mulheres que os homens) que acabam se tornando anoréxicas ou bulímicas não se vêem do jeito que são. Sempre acreditam que estão muito mais gordas do que na verdade estão e nunca estão satisfeitas com sua imagem. A partir daí, começam a se dividir em duas doenças:

Bulimia - ocorre entre 2 a 4% das mulheres adolescentes e é uma síndrome caracterizada por consumir grande quantidade de alimentos e de preferência, hipercalóricos. Para controlar o peso, se auto-induz o vômito, abusa de laxantes ou passa por períodos longos de inanição.

Anorexia - acomete 1% das adolescentes e se caracteriza pela recusa em manter o peso na proporção normal, medo intenso de engordar, mesmo estando abaixo do comum e auto-avaliação alterada do peso e forma do corpo.

A avaliação do comportamento dos doentes é muito difícil já que muito dos sintomas, ou comportamento de risco é característico e esperado do período que vivemos. Por isso, seu diagnóstico é muitas vezes tardio, chegando a casos em que a jovem está muito abaixo do peso e com vários problemas de saúde. Anemia, osteoporose, ausência de menstruação (impotência para os homens), problemas de estômago, fígado e rins, lesões no esófago, descalcificação dos dentes, cáries dentárias, pele seca e pálida e queda de cabelo são algumas das consequências desses distúrbios. Infelizmente, o índice de mortalidade aumenta muito entre as pessoas com essas doenças. 10% das anoréxicas morrem em consequência da doença e o índice de mortalidade cresce 9 vezes entre as bulímicas.

As disfunções alimentares são de difícil tratamento, pois a negação de que está doente pelo paciente é muito comum. A principal atitude a ser tomada é ter acompanhamento psicológico, por serem resultado de problemas nessa área. Deve-se também contar com a ajuda de médicos e nutricionistas que formulam uma dieta rica em nutrientes que lentamente aumenta a quantidade de calorias ingeridas até atingir uma alimentação saudável e normal. Em alguns casos, a utilização de medicamentos é necessária. O apoio da família, ou seja, uma base estruturada com pessoas que respeitam e entendem o que está ocorrendo é considerado imprescindível para o sucesso. Na anorexia, 40% das pessoas que procuram tratamento se recuperam, 30% melhoram, 20% permancem afetados e 10% falecem. Entre as bulímicas, o prognóstico é menos favorável. 44% não obtiveram nenhuma melhora e dos 56% que se recuperaram, 50% teve recaída até 78 semanas depois. O que se pode garantir é que quanto mais cedo for o diagnóstico e a intervenção, melhor e maior será a chance de se ver livre dos distúrbios.

Cuidar da aparência é uma das maiores preocupações das jovens adolescentes, mas levá-la ao extremo é um erro que se mostra fatal. Seguir uma dieta balanceada e praticar exercícios é a melhor e mais segura maneira para se atingir o “corpo perfeito” (que já sabemos que não existe, não é mesmo?). O mais importante é se sentir bem e feliz com o corpo e com o que você é, por mais difícil que isso possa parecer. Estar no meio de uma sociedade que impõe uma imagem perfeita e inatingível do belo pode muitas vezes nos deixar para baixo, nos sentido o mais horrível ser humano do planeta, mas ter personalidade e não seguir o caminho que aparenta ser mais fácil (mas que tem as piores consequências para nossa saúde) é a saída correta. Aceitar nossos defeitos, melhorá-los na medida do possível e do que for saudável e gostar de nós como somos é o verdadeiro sinônimo da felicidade.

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Dica: O que é comportamento de risco?

A insatisfação com o peso e corpo, a constante preocupação com as calorias de determinados alimentos, fazer dietas malucas e sem orientação médica mesmo quando o peso é proporcional, crítica constante a alguma parte do corpo, insatisfação mesmo ao perder peso e diminuição gradativa das atividades socias são exemplos de comportamento que pode significar um distúrbio alimentar. Atenção! Pode significar, não significa, pois todas essas características também fazem parte da “síndrome da adolescência normal” que todos nós passamos em algum momento da vida.

Por Thaís Araújo

Lado-a-lado : Filmes e Realidades

Para algumas pessoas filmes não passam de ficção, porém muitas vezes eles apresentam problemas sociais que estão presentes em nossa sociedade.
Abaixo mostramos uma lista com alguns filmes que mostram essa realidade!
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Gravidez na Adolescência

Saved! (Galera do Mal) - 2004


Envolve elementos da sátira religiosa, drama e comédia. Mary interpretada por Jena Malone é uma boa menina que estuda em uma instituição protestante. Dean é o namorado de Mary, e ao revelar para a garota que é homossexual, faz com que ela tente "salvá-lo", mas acaba ficando grávida. Temendo ser enviada a uma casa de misericórdia, tenta a todo custo esconder sua gravidez. Ela passa a questionar sua crença nos valores em que sempre acreditou, se aproximando de Cassandra, a única judia da escola, que sempre teve uma visão contrária à religião. Mary migra de garota cristã exemplar para deísta e futura mãe solteira.No meio disso tudo o humor está sempre presente, seja na ingenuidade de Mary ou na ácida rebeldia de Cassandra.


Juno - 2007


Diablo Cody desenvolve em "Juno" de maneira sarcástica a história de uma garota de 16 anos que fica grávida de seu colega de escola.
Juno interpretada por Ellen Page passa por diversas situações de responsabilidades e de dúvidas de como lidar com essa fase de 9 meses, desde o pensamento de aborto até a adoção de seu bebê.
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Drogas

Thirteen (Aos Treze) - 2003

Trata-se de uma adolescente de treze anos, Tracy Freeland interpretada Evan Rachel Wood que era uma das melhores alunas da escola, até que um dia conhece a aluna mais popular da escola, Evie Zamora, mudando sua vida completamente com o submundo das drogas, do sexo e criminalidade. O filme é baseado em fatos reais, vivido pela atriz Nikki Reed. O filme conta o começo de tudo isso, e mais tarde, as consequências.


Wir Kinder vom Bahnhof Zoo (Eu, Christiane F., treze anos, drogada, prostituída...) - 1981


É um filme alemão baseado no livro homônimo, escrito pelos jornalistas Kai Hermann e Horst Hieck, publicado e editada pela revista alemã Stern em 1978, que narra a história da personagem principal Christiane F., uma adolescente consumidora de drogas.

Por Caroline Cavalcanti e Victoria Delvecchio

8 de setembro de 2009

Gravidez na adolescência, consciência e atitude!


Momentos de sonhos, vontade de buscar o melhor, idéias novas, emoções inesquecíveis, festas, amigos, namorados, diversões... De menina para mulher. É justamente nessa fase da vida que tem aumentado os casos de gravidez desde 1970.
Programas e informações sobre esse assunto e a
famosa frase "Eu já sei de tudo isso" é o que não falta. E por que com toda essa certeza esses números só aumentam? A falta de informação não pode ser mais uma desculpa para essa fatalidade, agora o que está faltando é a consciência de nós, adolescentes. Se sabemos já toda a teoria, por que não colocar em prática?
Muitas vezes por vergonha, medo ou por ignorância de não gostar de usar preservativos não nos protegemos e muito menos pensamos nas conseqüências. Mais tarde, o susto, descobrimos que nossa falta de determinação deixou uma marca: um filho. Acabaram-se sonhos, planos, as festas de finais de semana... Agora é enfrentar os medos, as dúvidas, os pais, dedicar-se inteiramente a pessoinha que está dentro de você.
Ter um filho não é apenas cuidar dele 9 meses enquanto está na sua barriga, ter um filho é ter responsabilidade e dedicação para o resto da vida. Serão inúmeros desejos que você terá que deixar de lado para pensar o que será melhor para ele.
Filho em hora errada não melhora vida, não segura namorado e nem é saudável para você e nem para ele. Se pudermos nos prevenir, crescer e só mais tarde planejar ter filhos, por que fecharmos os olhos? Pense, previna-se, viva a vida conforme o momento.

Por Beatriz Laja

Interesse Escolar


Adolescentes em si passam por uma série de dificuldades nessa fase da vida, inclusive, parte delas leva a falta de interesse dos alunos na escola. Um dos fatores para isso é causado pela tecnologia, a qual acessar a internet até tarde, escutar MP3 na aula e conversar no celular, se tornam mais interessante do que prestar atenção. Além desse fator, também há o lado pessoal de cada aluno interagindo junto a esse meio, como: namoro em início ou em crise, mudança de ambiente, problemas familiares, falta de adaptação ao restante da classe, entre outros.
Hoje em dia, nos deparamos com uma série de alunos que abandonaram a escola logo cedo, uns pela dificuldade devido à falta de dedicação, e outros por achar essa parte da vida muito “entediante”, e preferir apenas viver da aventura, emoção e lazer. Mas eles cometem esse ato por não pensar direito sobre o seu futuro, afinal, o que eles se tornarão? A resposta é fácil: nada mais do que pessoas comuns, sem nenhuma característica para se sobressair diante uma multidão.
Os adolescentes estão na fase a qual são influenciados com a maior facilidade. Presenciamos parte deles com atitudes fora de padrão, tais como: fumar, se drogar e beber. E ainda se tratando da influência, com a idade que eles têm, os alunos ainda não possuem os interesses de vida definidos, e cabe aos pais monitorá-los e direcioná-los para o melhor caminho. É necessário que eles entendam que um bom estudo leva a uma vida profissional melhor.
Para reverter essa situação, pais e professores devem estar em total sintonia. Professores devem impor respeito sem serem radicais e ao mesmo tempo não facilitar em nada, e sim manter a disciplina, pois todos sabemos que atualmente a vida já facilita muitas coisas, e é por isso que alguns se tornam preguiçosos e sem vontade nenhuma de ser alguém que faça a diferença.

Por Maíra Cocchi